A Luz e a Escuridão




 Não há outra forma de conhecer a Luz, senão com Escuridão. São dois estados indissociáveis, como a tristeza e a alegria, a dor e o prazer. Estar sempre num, é esquecer o outro, que dá o sentido ao primeiro, e o engole. Saltar de um para o outro, sem viver nenhum durante um tempo, é nunca chegar a ter tempo de os experimentar, de os compreender, o que nos torna inexperientes. O segredo estará no equilíbrio, talvez, na forma como nos permitimos permanecer na escuridão, para percebermos a Luz, e vice-versa. No livro do mês, "Deus na Escuridão", este exercício é feito de forma poética, como o Valter Hugo Mãe tão bem escreve. Uma lição de Humanidade, de completa aceitação da escuridão que é uma vida e como ela pode ser tornada em luz, através do Amor. Fraternal, maternal, simples e genuíno, porque é manifestado por pessoas simples, genuínas, que nos aquecem o coração. A simplicidade com que todos nascemos, somos carregados no colo, e que se perde muitas vezes pelo caminho, principalmente quando começamos a caminhar. Foi, para quem leu, um grande livro, como aliás já esperávamos do autor. É um Mestre em poesia romanceada.

Depois de tão grande obra, ficou complicado escolhermos o livro seguinte, mas chegou-se a um consenso: não pode ter muitas páginas, vem aí um mês complicado com Páscoa, reuniões familiares, antes ainda temos as eleições, testes para corrigir, umas visitas de estudo pelo meio, e o vencedor foi "No jardim do ogre", de Leila Slimani. Uma autora já conhecida de algumas de nós, mas que promete surpreender com este livro. 



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