O Alzheimer da Humanidade

O domingo é um dia agridoce, que dá com uma mão e tira com a outra. Deixa-nos sentar no sofá e fazer ronha, mas toca-nos no ombro quando estamos prestes a passar pelas brasas e sussurra-nos ao ouvido: "amanhã é segunda!" Se não tivermos cuidado, caímos num estado de ansiedade e nostalgias profundas, sem conseguirmos aproveitar a pausa semanal, só preocupados com o som do despertador do dia seguinte, que tocará sempre cedo demais e tirar-nos-á da cama, sem piedade. Mas quando ao domingo calha a nossa tertúlia, a tarde fica mais bonita e a promessa do início da semana torna-se mais leve. Pelo menos, é assim que me sinto, tomando a liberdade de falar por todas. Chegamos com os sacos carregados de livros, dispomos tudo na mesinha e antes de atacar o livro do mês com elogios ou lamentos, falamos do que andámos a ler paralelamente, do que encontrámos lá nas nossas prateleiras, do que nos sugeriram aqui e ali, certas de que o público em causa tem o mesmo interesse. E por falar em ...